Um dos concursos mais aguardados do ano lançou edital de abertura nesta segunda-feira (14/10). O Supremo Tribunal Federal (STF) oferecerá 36 vagas para técnico (ensino médio) e analista (superior), cujos salários são de R$ 4.575,16 e R$ 7.506,55, respectivamente. Para ajudar os candidatos na hora dos estudos, o CorreioWebconversou com o professor Dackson Soares, do IMP Concursos, sobre a disciplina que trata do regimento interno do STF. O tema será abordado nas provas para todos os cargos. O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) é a banca organizadora do certame.
De acordo com Dackson, para os postos de técnico e analista na área administrativa a dica é dar ênfase na parte de estrutura e funcionamento do tribunal. Já para os demais cargos, especialmente analista na área judiciária, é interessante ficar atento ao funcionamento de sessões de julgamento. No entanto, o professor destaca, é necessário entender que as bancas, sobretudo o Cespe/UnB, costumam diluir o conteúdo nas diversas questões. “Esses tópicos são importantíssimos, mas não devem ser o único ponto de atenção do candidato”, alerta.
O especialista adianta que o regimento interno do STF não é tão difícil quanto parece e ameniza a expectativa dos candidatos ao garantir que existem outros mais complicados. “É, de certa forma, um regimento antigo, de 1980, e está um pouco desatualizado. Mas é, sim, possível de ser estudado, contanto que o candidato tenha ajuda especializada”, acredita. O professor explica que essa é uma disciplina que toma tempo nos estudos e que, por isso, deve ser estudada de forma direcionada junto a um profissional. Afinal, não há tempo a perder: a prova está marcada já para o dia 15 de dezembro.
Dackson ressalta que este certame deve ser bastante concorrido, já que pode ser uma das últimas oportunidades para concurseiros interessados em adentrar na carreira de tribunais de justiça. “Devemos ter uma lacuna de um a dois anos até o próximo concurso nessa área”, opina. “Sem contar que o STF é a mais alta corte de justiça do país. Há um diferencial em trabalhar no Supremo. É o sonho de muito concurseiro”, observa. O próprio professor é servidor no órgão e conta que a carreira é “idêntica” ao do judiciário da União.
O concurso
Para a área administrativa podem concorrer graduados em qualquer curso. Já em apoio especializado podem se candidatar quem possui graduação em tecnologia da informação, jornalismo, engenharia elétrica, estatística, medicina e letras. Na área judiciária podem disputar apenas graduados em direito.
Na seleção haverá provas objetiva e discursiva a serem realizadas no dia 15 de dezembro. Para o cargo de analista, a avaliação será realizada no turno da manhã e constará de conhecimentos básicos e específicos. Para técnico, as avaliações serão realizadas no turno da tarde. Os dois exames e a perícia médica aos candidatos que se declararem com deficiência serão realizados em Brasília.
De acordo com o edital, os conhecimentos básicos exigidos na prova serão de língua portuguesa e inglesa, raciocínio lógico, noções de direitos constitucional e administrativo, legislação específica e regimento interno do STF.
Interessados poderão se inscrever do dia 18 de outubro a 4 de novembro, pelo sitewww.cespe.unb.br/concursos/stf_13 . As taxas custam R$ 60 e R$ 80, de acordo com o posto. Para os concurseiros que não têm acesso à internet, a banca organizadora disponibilizará local de inscrição. Do total de chances, uma é reservada a candidatos com deficiência (técnico judiciário - área administrativa).
FONTE: Sílvia Mendonça – Do CorreioWeb
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